Uma vez eu e uma grande amiga,brincávamos de escrever bobeirinhas em papel.Ainda nao tínhamos quinze anos. Os papéis ficaram por lá,em cima da mesa da casa dela. O pai dela,hoje falecido, mais tarde veio nos aconselhar.Disse para tomarmos cuidado com as palavras pois as que são ditas o vento leva,as que são escritas ficam por muito tempo. Hoje,acredito que ele estava parcialmente certo…as palavras ditas também ficam…e mesmo que não sejam dirigidas à nós,o vento se encarrega de trazê-las, não são mais nossas…
Um dia qualquer desse ano de 2008
Dentro de um ônibus,que por sinal é um ótimo lugar para ouvir o que não nos pertence (na teoria) duas estudantes de universidade particular conversam animadamente em alto e bom tom. Em frente ao Campus Pampulha da UFMG uma delas diz indignada: “Não sei pq a Federal nao derruba esse mato todo e constrói prédios aí dentro!”
Dia 22 de outubro de 2008: João PInheiro,por volta das 16:30, duas senhoras distintas e acima de qualquer suspeita conversando.Uma pergunta: “Posso te fazer uma pergunta?” A outra consente. “Você tava de fogo aquele dia?”
Praça da Liberdade florida e feliz,por volta de dez minitos após o primeiro diálogo,uma senhora bem idosa deixa um folheto cair no chão. Pergunto: “
Senhora,quer que eu pegue?” e ela:
“Não,é pra jogar fora mesmo!”.
NOTA DE ESQUECIMENTO 26/10/08GENTE!!!Como pude me esquecer do mais novo grito de guerra?!
Um dia qualquer da semana,horário nobre na Globo:
"
Nós vamos ganhar,e vamos chutar a bunda deles! "(3x)NÃO,É LATIM CLÁSSICOEntreguei um documento a uma atendente.Ela olhou meu sobrenome “HIRSCH” e fez a pergunta fatal:
“É italiano?”